
A tontura costuma ser associada ao envelhecimento, já que problemas de equilíbrio são mais comuns em idosos. No entanto, ela também pode aparecer em pessoas mais jovens e gerar preocupação. Quando um adolescente ou adulto jovem relata episódios frequentes de tontura, é natural que surjam dúvidas: será apenas algo passageiro ou pode indicar uma condição de saúde mais séria?
Neste artigo, vamos explicar as principais causas de tontura em jovens, quando é motivo de atenção e como buscar ajuda especializada.
O que é a tontura?
“Tontura” é um termo técnico específico, porém acaba sendo utilizado para descrever diferentes sensações:
• Cabeça leve ou prestes a desmaiar.
• Vertigem, quando há a impressão de que tudo ao redor está girando.
• Instabilidade ao andar.
• Sensação de flutuar.
Esses sintomas podem aparecer de forma isolada ou acompanhados de náusea, desequilíbrio e até ansiedade. Como a tontura pode ter muitas origens, a avaliação médica é essencial, especialmente quando ocorre em pessoas jovens e sem doenças aparentes.
Causas comuns de tontura em jovens
Embora nem sempre seja sinal de uma doença grave, a tontura em jovens merece atenção porque pode estar relacionada a diversas condições:
1. Alterações no ouvido interno
Problemas como Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), neurite vestibular e labirintite podem afetar o equilíbrio. Mesmo em pessoas jovens, essas condições podem aparecer de forma súbita e gerar crises intensas.
2. Enxaqueca vestibular
A migrânea vestibular é uma das principais causas de tontura recorrente em jovens. Além da dor de cabeça, pode provocar vertigem, sensibilidade à luz e ao som.
3. Alterações metabólicas e circulatórias
Hipoglicemia, desidratação, queda de pressão ou até arritmias cardíacas podem desencadear episódios de tontura. Esses fatores são comuns em jovens que praticam esportes intensos, passam longos períodos sem se alimentar ou consomem bebidas alcoólicas.
4. Fatores emocionais
Ansiedade, estresse e até crises de pânico podem causar ou intensificar a tontura. Em muitos casos, os sintomas surgem em momentos de tensão ou em locais movimentados, como shoppings e transportes públicos.
5. Uso de medicamentos ou substâncias
Certos remédios, consumo excessivo de cafeína, álcool ou outras drogas podem comprometer o equilíbrio temporariamente.
Quando a tontura em jovens é um sinal de alerta?
Embora algumas causas sejam passageiras e benignas, é importante procurar atendimento médico quando:
• A tontura é recorrente ou intensa.
• Vem acompanhada de zumbido, perda auditiva ou sensação de ouvido cheio.
• Está associada a visão dupla, fraqueza, dormência, dificuldade para falar ou perda de coordenação.
• Provoca quedas ou limita atividades do dia a dia.
Esses sinais podem indicar condições que exigem investigação detalhada, como doenças do ouvido interno, alterações neurológicas ou cardiovasculares.
Impactos na vida do jovem
A tontura em jovens pode comprometer atividades importantes, como estudar, praticar esportes, dirigir e até trabalhar. Além disso, o medo de sentir novas crises pode gerar ansiedade e isolamento, reduzindo a qualidade de vida.
Por isso, é fundamental que o sintoma não seja minimizado. Buscar ajuda médica permite identificar a causa e iniciar o tratamento adequado, devolvendo segurança e bem-estar.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico começa com uma consulta detalhada, em que o médico ouve a história do paciente, analisa os sintomas e realiza o exame físico. Dependendo do caso, podem ser solicitados exames complementares, como audiometria, exames de sangue ou de imagem.
O tratamento varia conforme a causa identificada. Pode incluir:
• Manobras de reposicionamento dos cristais, em casos de VPPB.
• Medicações específicas, quando há inflamações ou crises agudas.
• Mudanças no estilo de vida, como hidratação adequada, alimentação equilibrada e controle do estresse.
• Reabilitação vestibular, para reabilitar o equilíbrio.
• Acompanhamento psicológico, quando os fatores emocionais têm grande peso.
Conclusão
A tontura em jovens não deve ser ignorada. Embora muitas vezes esteja ligada a situações simples, como cansaço ou desidratação, também pode sinalizar problemas no ouvido interno, enxaqueca vestibular, alterações circulatórias ou fatores emocionais.
O mais importante é buscar avaliação com um médico otoneurologista, profissional capacitado para investigar todas as possíveis causas. Com diagnóstico preciso, é possível indicar o tratamento adequado e devolver qualidade de vida ao paciente.



