A alimentação pode influenciar a tontura? - Dr. Rodrigo

A alimentação pode influenciar a tontura?

A vertigem pode ser resultado de mudanças bioquímicas ou variações hormonais no sangue, indicando uma relação com alterações no metabolismo, que compreende as reações que acontecem em nosso organismo, com o sistema vestibular, inclusive seu principal órgão, o labirinto. Os hábitos alimentares influenciam diretamente o metabolismo, podendo assim mudar o funcionamento do sistema vestibular.

Dentro das funções metabólicas, inclui-se o ganho de energia, derivado da alimentação: após a ingestão de alimentos, eles passam por um processo de digestão, transformando-se parcialmente em fontes de nutrientes e energia.

Ao compreender que as mudanças no metabolismo podem ocasionar vertigem e que o metabolismo é influenciado pela alimentação, percebe-se que indivíduos que apresentam vertigem devem monitorar os alimentos consumidos diariamente.

À seguir, alguns dos principais alimentos relacionados à vertigem:

– O sal: além de poder elevar a pressão dos vasos sanguíneos, pode também afetar o labirinto, causando hidropisia endolinfática;

– O açúcar: tanto o excesso quanto a falta de glicose podem interferir no funcionamento do cérebro e do labirinto, afinal a glicose é a principal fonte de energia para o metabolismo celular;

– A cafeína: quando há uma disfunção vestibular prévia, sua ingesta por ser uma substância estimulante, pode intensificar a sensação de vertigem, ou mesmo quando não há disfunção vestibular, se ingerido em grande quantidade, pode causar tontura também;

– A água: sua baixa ingesta, ou quando em condições que podem levar à desidratação, como diarréia e vômitos, pode causar a sensação de tontura e vertigem.

Recomenda-se, ainda, cuidados com a dieta, como:

– Fazer refeições fracionadas, geralmente a cada três horas;

– Substituir carboidratos simples por integrais;

– Optar por alimentos de baixo índice glicêmico.

Cada pessoa possui suas particularidades em relação à alimentação e às condições do ouvido interno. Portanto, é crucial realizar uma avaliação com um médico otoneurologista para um tratamento mais eficaz.