Como o Parkinson altera o equilíbrio? - Dr. Rodrigo

Como o Parkinson altera o equilíbrio?

A Doença de Parkinson é reconhecida como uma das condições neurológicas mais prevalentes que surgem com o envelhecimento, afetando principalmente a coordenação motora. Sua origem ainda é desconhecida, entretanto temos conhecimento de que vários elementos como hereditariedade, aterosclerose, acúmulo excessivo de radicais livres, infecções, lesões na cabeça, uso de medicamentos antipsicóticos e influências ambientais podem desencadear essa condição. Vamos entender como a Doença de Parkinson impacta o organismo.

Desordem Posturais pode derivar da Doença de Parkinson?

A Doença de Parkinson manifesta-se devido à deterioração de células localizadas em uma área específica do cérebro. Essa área é denominada substância negra, onde ocorre a produção de dopamina pelo organismo. A dopamina desempenha um papel fundamental na execução de movimentos voluntários de maneira automática, transmitindo comandos cerebrais para o restante do corpo. Neste artigo é possível aprofundar-se sobre os impactos da Doença de Parkinson (https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)00218-X).

A escassez ou redução de dopamina (principais condições da Doença de Parkinson) influencia a coordenação motora, gerando sintomas como lentidão de movimentos, rigidez muscular, modificações na fala e na escrita, tontura e desequilíbrio. No entanto, esse conjunto de sinais e sintomas nem sempre se relaciona diretamente com a doença em si, podendo também ser denominado de síndrome parkinsoniana ou parkinsonismo – estados que podem originar-se de distintas patologias. Mesmo assim, em 70% dos casos, é a própria Doença de Parkinson que origina esses sintomas. Portanto, é necessário investigar minuciosamente.

Segundo especialistas da Fundação Parkinson, indivíduos que enfrentam o diagnóstico de Parkinson correm um risco de quedas duas vezes maior em comparação com pessoas saudáveis da mesma faixa etária. As origens dessa condição não se limitam apenas às dificuldades motoras, mas também incluem sintomas não-motores.

Atos cotidianos, como inclinar o corpo para calçar os sapatos ou levantar-se de uma cadeira, podem induzir tanto ao desequilíbrio quanto à diminuição da pressão arterial, resultando em tonturas e, consequentemente, aumentando o risco de quedas. A privação de sono, comumente observada em casos de pacientes com Parkinson, além de fadiga (cansaço), estresse e menor resistência emocional, são fatores que também podem contribuir para quedas em idosos. Esse aumento no risco merece atenção.

Segundo o Ministério da Saúde, as consequências das quedas em idosos incluem uma das lesões mais sérias, a fratura no fêmur. Aproximadamente 30% a 40% dos idosos que sofrem essa lesão não conseguem recuperar totalmente sua capacidade funcional, resultando na perda da habilidade de realizar várias atividades, comprometendo significativamente a qualidade de vida. Adicionalmente, é importante recordar que as quedas são a principal causa de morte acidental entre os idosos e representam um desafio de saúde pública. Assim, a prevenção é fundamental!

Como é o tratamento da Doença de Parkinson?

Infelizmente, até o momento ainda não há medicamento para a cura definitiva para a Doença de Parkinson. No entanto, ela não apenas pode como deve ser gerenciada. Além de lidar com os sintomas, inclusive a desordem postural, a intervenção médica pode ter um impacto significativo na prevenção da progressão da condição.

Para isso, são empregados medicamentos e, em alguns casos, até mesmo procedimentos cirúrgicos que modificam o funcionamento das células cerebrais responsáveis pela produção de dopamina. Além disso, há alguns casos que também podem ser indicado, de maneira complementar, abordagens multidisciplinares, tais como por: fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogas etc.

Se você identifica em você ou em algum familiar sintomas como lentidão de movimentos, rigidez muscular, modificações na fala e na escrita, engasgos, tontura e desordem postural, busque um MÉDICO OTONEUROLOGISTA. Com avaliação clínica e a realização de exames específicos, é possível iniciar o tratamento da Síndrome de Parkinson o quanto antes.