
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% da população mundial tem algum grau de deficiência auditiva ou sofre com zumbido. No Brasil, são milhões de pessoas afetadas por estas questões.
Há 7 anos teve um trabalho científico (Oiticica J, Bittar RS. Tinnitus prevalence in the city of São Paulo. Braz J Otorhinolaryngol. 2015;81:167–76) para identificar a situação das pessoas com zumbido na cidade de São Paulo:
Foi possível assim estimar que 22% dos moradores da cidade teriam este tipo de queixa.
O tempo de convívio com o sintoma foi dividido em 3 grupos: 40%, tem até três anos de percepção de zumbido; 27%, três até dez anos; 22%, entre dez a 30 anos de história de zumbido.
Cerca de um terço das pessoas afirmaram ter zumbido constante, enquanto a grande maioria refere zumbido intermitente (68%).
A grande maioria (64%) declarou se sentir incomodada com a sensação do zumbido, enquanto os demais (36%) negaram qualquer incômodo, apesar de notarem a sensação.
Daqueles que se incomodovam foi possível classificá-los em 3 grupos, sendo: incômodo leve (11%), incômodo moderado (55%) e incômodo severo (34%). A nota média para o grau de incomodo de 0 até 10 foi de 6,3.
82% responderam que o zumbido não interferia nas atividades diárias.
A prevalência de zumbido entre indivíduos sem ocupação chamou bastante a atenção dos pesquisadores, sendo quase duas vezes maior do que a observada entre aqueles com ocupação.
Esses dados chamam a atenção para um problema que pode prejudicar bastante a qualidade de vida.
Com frequência, o zumbido é acompanhado também de outros sintomas, como perda auditiva, tontura e intolerância a sons altos.
Se você se identifica com o problema, converse com um otoneurologista e melhore sua qualidade de vida!